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Não se engane comigo. Não dessa vez. Fiz tudo por você enquanto você não fazia nada por mim. Fui tudo também. Amiga, namorada, companheira. Mas e daí? Não importa mais. Aposto que você sempre se sentiu bem, inteiro, e o principal: nunca se sentiu sozinho. E sabe a ironia disso tudo? Mesmo eu tendo nada de você, você tinha tudo de mim. Eu estava bem ali. Bem do seu lado, todas as vezes que você precisou.
Agora para mim tanto faz. Mas saiba que as suas mensagens são todas visualizadas, mas não respondo mais, assim como você fez comigo. Eu me sentia assim mesmo, um tanto faz para você. Não é vingança e muito menos ignorância. Só não quero fazer com você, o que você fez comigo, porque eu sei como dói. E olha eu de novo. Outra vez. Pensando em você primeiro. Você sabe quantas vezes me magoei só para te ver bem? Não né? Ainda estou em processo de desapego, mas sei que isso passa, assim como a minha vontade de estar com você. E agora tenta me entender por favor. Eu te entendia ou me esforçava para isso.
Caramba! Sabe quantas vezes me senti sozinha mesmo estando com você? Aposto que não sabe. Afinal, de mim o que você sabe? Nem ouse tentar responder, faça como sempre fez: omita!
Eu não quero mais você! Entenda que agora “a gente” não existe mais. Então não quero que agora que não sinto mais nada, você sinta o que eu senti, seria muito ruim para mim e para você, porque seria péssimo eu fazer você se sentir como me senti. Apesar disso tudo, o pouco que eu tinha de voce era suficiente para mim. E sabe aquele velho ditado? Aquele: “você dá o amor que gostaria de receber”. É verdade. Mas amor não é isso. Eu dava sem esperar nada em troca. Deve ser por isso que não me machuquei no final disso tudo. Mas que merda você fez em cara? Sepre o idiota de sempre, esperou eu desistir de você para quê? Viu que o que eu fiz por você ninguém faz né? Mas sempre a história termina assim: “você espera perder para dar valor”. Mas sabe o pior disso tudo? Eu não estou a fim de mudar esse roteiro.